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Os animais têm consciência assim como os humanos

Há 4 anos, uma declaração foi assinada por um grupo proeminente de cientistas conhecida como a Declaração de Cambridge sobre a Consciência, após a conclusão de que os animais têm uma compreensão consciente, assim como os humanos e no mesmo grau. Esta lista inclui todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas.

Mesmo que para alguns em nossa sociedade isso seja algo evidente, a grande maioria das pessoas claramente não chegou a esse entendimento. Isso se reflete na maneira de como os animais vêm sido tratados em grande escala atualmente neste planeta. Embora a consciência dos animais pareça um reconhecimento óbvio para os cientistas, as implicações dessa declaração poderiam realmente mudar o mundo. O fato de os animais serem seres sencientes não pode mais ser ignorado.

O campo da pesquisa sobre a consciência está evoluindo rapidamente. Novas técnicas e estratégias para as pesquisas com humanos e animais vem sendo desenvolvidas. Consequentemente, mais dados estão se tornando prontamente disponíveis, e isso requer uma reavaliação periódica de preconceitos anteriormente mantidos nesse campo.

Os substratos neurais das emoções não parecem estar confinados no cerebro (às estruturas corticais). De fato, as redes neurais subcorticais despertadas durante estados afetivos em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais em animais. O despertar artificial das mesmas regiões do cérebro gera comportamentos e estados de sentimentos correspondentes em humanos e em animais não humanos. As aves parecem oferecer, em seu comportamento, a neurofisiologia e a neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis semelhantes de consciência humana foram observadas de forma mais específica em papagaios-cinzentos africanos. As redes emocionais de mamíferos e aves em relação aos microcircuitos cognitivos parecem estar muito mais homólogos do que se pensava anteriormente.

Duas das razões principais pelas quais a comunidade científica demorou tanto tempo para chegar a essas conclusões tão óbvias, é a natureza do estudo da psicologia e da própria consciência, assim como os valores culturais históricos em relação aos animais no mundo ocidental. A ascensão do behaviorismo na virada do século XX como o modelo psicológico dominante para o estudo da natureza humana, representou uma rejeição total das ações conscientes e subconscientes, reduzindo a psicologia a uma disciplina estritamente científica baseada apenas no comportamento observável. A consciência, ao que parece, estava se mostrando problemática demais para os psicólogos que estavam desesperados para que o seu campo de estudo pudesse ser levado a sério por outros cientistas. Segundo John B. Watson , um dos mais fortes defensores do behaviorismo, a consciência não é um conceito definido e nem utilizável. O behaviorista, que foi treinado sempre como experimentalista, sustenta ainda a crença na existência da consciência que remonta aos tempos antigos da superstição e da magia.

Embora o behaviorismo não tenha um controle rígido sobre a comunidade psicológica acadêmica, o consenso científico dominante ainda tem uma tendência a rejeitar quaisquer visões não ortodoxas sobre a natureza da consciência.

Recentemente, Graham Hancock ,viu-se sob ataque da comunidade científica e censurado pela organização TED por sua palestra “A Guerra à Consciência“. O seu maior crime contra o consenso estabelecido foi rejeitar a visão materialista que relega a consciência a nada mais que o produto de impulsos elétricos no cérebro enraizados inteiramente em nossa fisiologia e por ter sugerido que o uso de plantas visionárias xamânicas pode nos ensinar que todos nós, inclusive os animais, somos almas imortais temporariamente encarnadas nessas formas físicas para aprender e crescer.

Dada a incapacidade de qualquer forma de consenso sobre a natureza da consciência humana, não é de admirar que a comunidade científica tenha demorado tanto para admitir que os animais, particularmente os pássaros e os mamíferos, também são conscientes. Outro problema deriva dos valores culturais. Historicamente, em todo o Ocidente, criaturas não-humanas têm sido relegadas ao status de “seres inconscientes” incapazes de amor ou felicidade, dor ou sofrimento. Aristóteles considerou a função dos animais como servidores naturais dos seres humanos e a Bíblia afirma que os animais estão aqui para serem usados ​​pela humanidade. Porém isso não foi e não é uma desculpa para o abuso contra os animais.

O modelo de agricultura industrial contemporâneo representa a redução total dos animais a mercadorias insensíveis. O filósofo René Descartes, adotando a visão mecanicista do mundo, descreveu os animais como criaturas infames, carecendo, como ele via, da dualidade corpo-mente que tornava os seres humanos exclusivamente conscientes. Enquanto no século XIX, jornais científicos declararam que todo comportamento em animais que parecesse se assemelhar às características da consciência era, na verdade, pouco mais que ações reflexas. Frequentemente, as pessoas que exibem comportamento violento ou irracional são descritas como animais ou como criaturas específicas. Isso funcionando desta forma como pejorativas.

Tudo isso pode ser visto como um meio efetivo pelo qual os humanos historicamente se isentaram da responsabilidade pela maneira de como exploraram o reino animal para seus próprios fins. A relutância por parte da comunidade científica em reconhecer que os animais são de fato conscientes pode ser vista como uma continuação de uma cegueira coletiva voluntária. No entanto, o estudo da emoção em animais poderia ter esclarecido a questão da consciência em animais há algum tempo. Como o dicionário define, a emoção é:

Um estado afetivo de consciência de alegria, tristeza, medo, surpresa ou ódio que é experimentado diferentemente dos estados cognitivos e volitivos de consciência.

Numerosas espécies de animais demonstraram sentir tristeza. As famílias de elefantes são tão unidas e vivem por tanto tempo, que a morte de um deles pode ser devastadora. Eles enterram os seus mortos e olham para os cadáveres no que parece ser um ritual de luto. Rituais de morte também foram observados em golfinhos e em vários primatas, muitos dos quais sabemos que possuem estruturas sociais complexas. Pássaros Pega foram observados realizando rituais semelhantes aos dos elefantes.

Outros rituais mais comumente observados estão relacionados ao namoro e ao acasalamento, como por exemplo as exibições elaboradas das aves do paraíso.

Outras emoções foram observadas em várias espécies. Em 2007, um tigre siberiano de 4 anos se vingou de três homens que aparentemente o haviam insultado. Um destino semelhante aconteceu com o caçador de tigres russo Vladimir Markov.

Neurocientistas da universidade de Chicago observaram comportamentos de compaixão em ratos. Colocando um rato em um dispositivo de restrição enquanto um outro estava livre, o que estava em liberdade tentou libertar o seu companheiro, ignorando qualquer tratamento disponível. O professor de psicologia e psiquiatria Jean Decety disse:

“Há muitas evidências na literatura que demonstram a empatia como não sendo exclusiva dos seres humanos, e a mesma tem sido bem demonstrada em macacos.”

Um livro recente do filósofo da universidade de Miami, Mark Rowlands, sugeriu que os animais exibem características semelhantes às humanas, que vão além da exibição de emoções. Em seu livro ele discute a idéia de que os animais sociais sabem distinguir o certo do errado e podem escolher entre ser bons ou maus. Os passarinhos machos gaios às vezes batem em seus companheiros se os pegarem com outro pássaro; macacos se recusam a choques elétricos uns aos outros, mesmo quando isso significa perder comida; uma gorila fêmea com o nome de Binti Jua resgatou um menino inconsciente de 3 anos que havia caído em seu cercado, protegendo-o de outros gorilas e pedindo ajuda humana; há muitos casos em que os golfinhos resgataram humanos contra ataques de tubarão. Essas pequenas amostras de evidências apontam claramente para a emoção dos animais e indicam que a declaração recente dos cientistas sobre o status consciente dos animais é um caso de afirmação do óbvio.

A sensação de superioridade e relutância em reconhecer a capacidade de outros animais de experimentarem emoções como criaturas conscientes se destaca como um aspecto da inconsciência da humanidade. Muitas das características positivas exibidas pelos animais são extremamente carentes na própria espécie humana.

As diferenças entre o comportamento humano e de outros animais devem se tornar o foco de estudos científicos. Os humanos exibem uma série de traços negativos raramente testemunhados no reino animal que os marcam emocionalmente inferiores. De fato, acredita-se que a propensão humana à violência pela diversão é tão forte quanto a busca por sexo e comida. Enquanto o comportamento agressivo é observável em uma variedade de espécies não humanas , na maioria das vezes isso esta relacionada com a defesa do território ou dos parceiros.

Essas emoções negativas e características comportamentais alcançaram uma espécie de supremacia no mundo ocidental contemporâneo, moldando as ideologias que têm impactos negativos sobre a humanidade.  As instituições culturais e políticas refletem as tendências psicopáticas dos responsáveis ​​e a população em geral, através de uma forma de condicionamento de massa em favor da mídia tradicional e da cultura popular superficial, torna-se infectada pelo sistema de valores de poucos.

Continuar no caminho do comportamento negativo, com seu vasto potencial de destruição, tanto de outras espécies quanto do próprio planeta, é claramente insustentável. Mas, felizmente, o prognóstico aqui não somente triste e sombrio. Um número maior de pessoas está se levantando e demonstrando que o amor e a compaixão podem funcionar como uma ferramenta poderosa. Protestos pacíficos e movimentos por mudanças sociais positivas estão surgindo a cada dia.

Como Graham Hancock demonstrou em sua palestra no TEDx, os velhos modelos psicológicos que nos permitem, como espécie, justificar os nossos impulsos destrutivos no planeta e sobre tudo o que vive sobre ele, enfrenta agora desafios rigorosos. Em vez de ser vista como algo meramente digno de consideração, a consciência está sendo cada vez mais considerada como algo fundamental para toda a realidade.

Se esta declaração fosse levada a sério pelos funcionários do governo e pelos cidadãos do mundo, poderíamos ter um mundo onde nenhum ser tivesse que sofrer, ser forçado a fazer truques, ou a ser mantido em cativeiro, tudo em prol do prazer humano.

Mas o que você pode fazer para ajudar a mudar a situação dos animais no planeta? Você não precisa esperar até que novas leis sejam aprovadas para ajudar a proteger os animais. Você tem o poder de ajudar a mudar essa situação imediatamente, e isso não poderia ser mais simples:

  • Pare de apoiar essas indústrias que estão explorando animais
  • Não compre carne industrializada e outros produtos de origem animal
  • Reduza o seu consumo geral de produtos animais
  • Não vá ao circo
  • Não vá ao zoológico
  • Não compre produtos que foram testados em animais
  • Espalhe essa notícia e ajude a aumentar a conscientização sobre essas questões importantes

É importante reconhecermos que temos poder na opinião sobre o que está acontecendo no mundo ao nosso redor, e somente até acreditarmos que seremos capazes de efetivamente iniciar uma mudança positiva, poderemos ver e experenciar um mundo melhor.

Lembre-se de que a consciência é algo fundamental para toda a realidade; ela é uma teia interconectada que liga a humanidade intrinsecamente, à todas as formas de vida no planeta e, de fato, ao próprio universo.

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